Como lidar com distorções de julgamento

O viés cognitivo (ou “cognitive bias”, em inglês) são padrões de distorção de julgamento que ocorrem porque nosso cérebro precisa de atalhos para lidar com certas coisas no mundo. Por exemplo, somos atraídos a detalhes que confirmam nossas próprias crença. Também temos certeza de que sabemos exatamente o que as outras pessoas estão pensando. Essas duas tendências, por si só, causam conflitos desnecessários todo dia em casas e escritórios.

Para podermos evitar cometer erros causados por esses dispositivos evolucionários1, Buster Benson2 fez um compilado com todos os vieses cognitivos que ele conseguiu encontrar. Separados nos quatro principais problemas que encontramos na vida que os vieses ajudam a resolver, o artigo então guia o leitor por cada viés, agrupado de forma coerente com outros parecidos.

Poderíamos melhorar relacionamentos e decisões de todos os tipos lendo esse artigo e seus links.


  1. Ou explorá-los, dependendo do quão elástico é o limite da sua ética. 
  2. Líder de plataforma de produto da Slack. Ex-Twitter e Ex-Amazon. 
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São as expectativas definem como você se sente

No episódio 195 do Tim Ferriss Show, o empresário, desenvolvedor e piloto David Heinemeier Hansson conversou por quase quatro horas com Tim sobre diversos assuntos, mas um me chamou a atenção: expectativas.

David aprendeu a dirigir aos 25 anos de idade. Aos 32, ele já estava na França, disputando pela primeira vez as 24 Horas de Le Mans. Seu resultado, dentro da sua classe, foi a 7ª posição entre 20 participantes1. Ele se sentiu fantástico.

No ano seguinte, com dois pilotos de ponta e uma equipe que esperava vencer, David “amargou” uma segunda posição. Na temporada completa, também terminou em segundo. Sua sensação talvez seja melhor explicada pelo imortal Ayrton Senna: “O segundo nada mais é do que o primeiro dos perdedores.”

A diferença? Expectativas. Como ambos diagnosticaram, são as expectativas, e não os resultados, que ditam como você se sente sobre o assunto.

Reflita quais são as suas expectativas. Não na vida, nem no ano: mas para esta semana, para este dia. Você acha que nutri-las está fazendo bem a você? Que elas farão com que você realmente tenha resultados melhores? Você vai tirar notas melhores com elas? Venderá mais com elas? Ou elas só serão um peso morto que fará com que você não desfrute das vitórias que você conquistou?

David reduziu suas expectativas. Em 2014, foi campeão de Le Mans. Foi isso a causa da sua vitória? Claro que não. Mas em 2016, quando terminou em terceiro, ele estava contente.


  1. Nas 24 Horas de Le Mans, cada carro é conduzido por três pilotos, com um tempo mínimo e máximo atrás do volante. Nas categorias que David participa, é obrigatória a participação de ao menos um piloto amador por equipe, geralmente alguém rico que ajuda a financiar a equipe. David é geralmente esse cara, e ele é obrigado a cumprir um mínimo de 6 horas no volante. 

Três macros de uso diário para Excel

Quando as pessoas escutam “macro de Excel”, pensam em algo muito mais complicado do que realmente é. Sei disso, porque também pensava assim. Mas a complexidade das macros restringe-se à sua criação: copiar e colar uma delas da internet é muito simples. Com as instruções do meu último post, Trabalhando com macros no Excel moderno, você pode configurar e utilizar as macros abaixo.

A macro tem um poder inigualável no pacote Office de automatizar tarefas desnecessariamente complexas e reduzí-las a um clique do mouse. Talvez, para algumas pessoas, essas macros pareçam desnecessárias, pois elas são apenas formas mais simples de fazer uma tarefa que já é simples. Contudo, seu dia será mais produtivo com elas.

Redimensionar todas as colunas à mínima largura possível

A largura padrão de uma coluna no Excel é de 8,43 caracteres, geralmente muito curta para quase todos os propósitos. A seguinte macro permite que você faça em um comando o redimensionamento de todas as colunas, fazendo com que elas se adequem à largura do texto ou número mais largo de cada coluna:

Sub AutoRedimensionarTudo()
    Application.ScreenUpdating = False

    Dim wkSt As String
    Dim wkBk As Worksheet

    wkSt = ActiveSheet.Name

    For Each wkBk In ActiveWorkbook.Worksheets
        On Error Resume Next
        wkBk.Activate
        Cells.EntireColumn.AutoFit
    Next wkBk
    Sheets(wkSt).Select

    Application.ScreenUpdating = True

End Sub

Você pode seguir as instruções da Microsoft sobre como redimensionar colunas e linhas, mas a macro é mais rápida e mais conveniente na maioria dos casos, especialmente quando comparado com o que todo mundo faz: selecionar tudo e clicar duas vezes entre duas colunas. Com esse método popular, se você arrastar uma coluna para o lado sem querer, forçará aquela largura para todas as colunas da planilha inteira, o que as vezes pode significar um retrabalho para reajustar tudo que foi alterado.

Duplicar uma linha logo abaixo da sua cópia original

Eu criei essa macro porque estou no meu segundo emprego seguido onde preciso duplicar linhas diariamente. O processo normal, de selecionar uma linha inteira e usar a opção “Inserir células copiadas” funciona bem se você não estiver usando filtros. Contudo, se as linhas 66 a 79 estão filtradas e a última linha é a 530, tentar inserir algo na linha 80 pode fazer com que você crie a linha 531 sem querer.

Portanto:

Sub DuplicarLinha()
    ActiveCell.Offset(1).EntireRow.Insert Shift:=xlDown, CopyOrigin:=xlFormatFromRightOrAbove
    ActiveCell.EntireRow.Copy
    ActiveCell.Offset(1).EntireRow.PasteSpecial xlPasteValues
    Application.CutCopyMode = False
End Sub

O método mais comum de duplicar linhas, que expliquei acima, pode ser contornado fazendo a classificação dos dados na ordem adequada — presumindo, claro, que estejam em uma ordem alfabética ou numérica para começo de conversa. Mesmo que esteja, a macro é mais rápida e mais conveniente na maior parte dos casos.

Copiar a soma de várias células para poder colar em outra célula ou programa

Essa é mais complexa para configurar, mas vale a pena.

O primeiro passo é encontrar um arquivo chamado FM20.DLL no seu PC. Eu encontrei no meu em C:\Program Files (x86)\Microsoft Office\root\vfs\SystemX86, mas isso depende da sua instalação do Excel.

Depois disso, você deve ir no Excel, abrir o Microsof Visual Basic for Applications Editor através da combinação de teclas Alt+F11. Com ele aberto, abra o menu “Ferramentas” e escolha a opção “Referências”. Você deve chegar nesta tela:

Caixa de diálogo para adicionar Referências no VBA do Excel.
Clique no botão “Procurar” e, logo em seguida, encontre esse arquivo FM20.DLL. O Microsoft Forms 2.0 Object Library deve ser adicionado à lista de referências.

Uma vez que ele esteja adicionado, você pode utilizar a seguinte macro para copiar a soma dos valores das células que você selecionar:

Sub SomarParaCopiar()
    Dim theData As New DataObject
    theData.SetText Format(Application.WorksheetFunction.Sum(Selection))
    theData.PutInClipboard
End Sub

Agendas digitais são horríveis

Você entra no seu Google Agenda e começa a escrever “Ligar para Fulano”. Nesse momento, você pensa: “Hmm, acho que é uma boa ideia eu anexar o meu contato do Google Contatos do Fulano neste compromisso para que eu possa fazer a ligação nesse dia.”

O problema? Não existe essa opção.

E tem gente pedindo isso desde 2009.

Acho que pior ainda são os jornalistas fazendo resenhas sobre esses aplicativos. Vou traduzir abaixo uma parte do post do website Android Authority, chamado “Os 10 Melhores Apps De Agenda Para O Android”:

CalenGoo é um dos aplicativos de agenda que vem fazendo tudo certo por um longo tempo, mas não teve muita publicidade. A interface é um pouco antiquada, mas ainda é muito efetiva e vem com várias visualizações, cores para eventos etc. para ajudar-lhe a organizar sua vida ocupada junto com várias outras funcionalidades. Você pode escolher vários designs para fazer com que seu aplicativo pareça um pouco mais com o que você quer e também vem com suporte ao Evernote e Google Calendar. Também dá suporte ao Android Wear se isso é algo que você gosta.

Isso é a arte de escrever 518 caracteres em inglês sem dizer nada de útil. De fato, não sei se esse autor saberia o que é útil em uma agenda para uma pessoa de negócios, por ser um jornalista; ou para uma mãe, por ser homem. Toda vez que um jornalista fica preguiçoso, esse tipo de artigo é o resultado. E nada deixa um jornalista mais preguiçoso do que fazer resenha de agenda digital.

Então, não tendo encontrado um serviço que faça o que eu acredito ser o mínimo necessário, gostaria de responder à seguinte pergunta:

Como deveria ser uma agenda digital?

Fora os campos básicos que uma agenda digital já tem hoje, ela deveria ter estes itens que são importantes para cobrir todas as possibilidades mais básicas, mas que geralmente não são encontrados nos serviços e aplicativos de agenda:

  • Fonte de largura condensada na visualização de dia, semana e mês;
  • Uma visualização de programação onde seja possível ver o título completo do compromisso, por mais longo que seja;
  • Uma visualização onde seja possível ler todos os detalhes do evento sem abrí-lo;
  • Ter “contextos” ao invés de locais;
  • Avisar quando um local estará fechado;
  • Acessar um site ou aplicativo de mapas direto da agenda;
  • Definir tempo de deslocamento de um compromisso;
  • Avisar o período de horas sem compromissos, de forma gráfica;
  • Anexar contatos ou digitar dados do contato;
  • Capacidade de marcar compromisso como concluído.

Abaixo discuto melhor cada um desses pontos.

Aparência

Legibilidade é crucial em uma agenda. Fontes de largura condensada permitem manter legibilidade sem sacrificar espaço em tela, ou no mínimo ler mais caracteres antes que o espaço acabe. E ele sempre acaba.

Por isso que é importante uma visualização onde o título completo está sendo exibido na íntegra. Um bom título deve dizer tanto o que você precisa fazer, com quem precisa fazer, e qual é o resultado esperado disso. “Ligar para dentista para marcar revisão do aparelho”, por mais sucinto que você tente ser, não cabe no Google Agenda de Android. Como eu sei disso? Eu testei. Eu criei um compromisso com esse nome no Google Agenda de Androide ele termina na palavra “revi…”

Vou aproveitar a deixa de que critiquei duas vezes o Google Agenda e vou tecer um elogio: no Agenda de computador, a visualização onde é possível ler os detalhes digitados de um evento sem abrí-lo existe, mas não inteiramente. Se você digitou alguma descrição do evento, ele não aparece.

Localização e tempo

Localização é importantíssima. Se você deixa um compromisso sem localização, deveria sinalizar que você pode fazê-lo em qualquer lugar que estiver naquele momento; da mesma forma, se você digita a localização em um compromisso, isso deveria sinalizar que aquele é o único lugar onde aquela tarefa pode ser concluída.

Mas a maior parte dos compromissos acontece em locais corriqueiros: sua casa, seu escritório, seu supermercado mais visitado, um fornecedor que você visita semanalmente, a escola da sua criança ou a pet store. Isso são contextos: “em casa”, “no escritório”, etc. Se você pudesse digitar o nome desse contexto na sua agenda e receber as informações relevantes sobre ele, como um alerta vermelho se o horário de funcionamento é incompatível com o horário que você está determinando para o compromisso (isso deveria ser editável pelo usuário), a facilidade de uso da localização seria maior.

Dito isso, quando você cria um compromisso, a agenda deveria analisar três coisas: sua localização atual, a localização do seu compromisso anterior e do seu compromisso posterior. Com base nas informações de trânsito disponíveis, a agenda deve avaliar se você vai chegar a tempo de onde você está ou do seu compromisso anterior, além de avaliar se você vai chegar a tempo para o próximo compromisso.

O tempo que você tem livre é tão ou mais importante do que o tempo que você está ocupado. Por isso, qualquer agenda deveria mostrar o tempo que você tem disponível e por isso é crucial que a sua agenda possa avaliar sozinha quanto tempo livre você realmente tem, descontando os deslocamentos.

Contatos

Contatos precisam da sua própria área. Contatos não são convites, contatos não são anexos, contatos não são pra ter seus celulares escritos no nome do compromisso e muito menos no campo de localização. Não é difícil: nome completo, endereço completo, telefones e e-mails, tendo a opção de excluir da visualização os dados que você não quer que apareça — por exemplo, se não vai mandar carta, não precisa do endereço.

Status

Existem dois tipos de status: não concluído e concluído. Se algo foi concluído, deve poder ser marcado dessa forma. Compromissos são nada mais que tarefas com data marcada, e você nunca usaria uma lista de tarefas que não pudesse marcar como concluída.

Como desabilitar notificações chatas do Android Lollipop

Alguém na Google pensou que seria uma boa ideia ter uma caixa de mensagens cobrindo 1/8 da tela sempre que uma notificação nova chega em um celular com Android Lollipop, seja do WhatsApp ou do Candy Crush.

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Contudo, com as Opções de Desenvolvedor desbloqueadas, a Depuração Android ligada e o Android SDK instalado, dá pra fazer os seguintes comandos no seu Prompt de Comando (ou terminal no OSX ou Linux):

adb shell
settings put global heads_up_notifications_enabled 0
exit
adb reboot

Isso deve reiniciar o seu celular e aquele lixo de notificação não deve mais incomodar.

“Mas Rodrigo, não tem outro jeito?” Não. Agradeça ao Larry Page.

“Mas Rodrigo, pelo menos eles deram a ferramenta, já a Apple…”

Cara, de boa, se você quer dar opção de verdade pro cliente, você não esconde sob 15 camadas de obscuridade em um comando de terminal que 90% da sua base de usuários não sabe usar.

Sim, estou indignado.

Empreendedorismo não requer educação

A maioria dos cursos de nível acadêmico – Administração de Empresas, especialmente – não estimulam o desenvolvimento do espírito empreendedor. Muito ao contrário, o inibem com a complexidade de análises de viabilidade exigidas que terminam inviabilizando qualquer sonho ou aspiração de pessoas mais independentes.

Neste poder de “castração” da livre iniciativa a escola só perde para a estrutura familiar que continua educando seus filhos para o modelo do emprego convencional. Exemplo disto é o caso de pais que ainda orientam seus filhos dentro da mentalidade exclusiva de “conseguir um bom emprego numa grande empresa, de preferência multinacional”.

E este fenômeno é mais comum na classe média, que se acostumou com a falsa idéia da segurança e “status” do vínculo empregatício que assegure um rendimento no final do mês. Mesmo que esta pessoa passe a vida toda insatisfeita com a sua situação. Valoriza-se uma pseudo-segurança em detrimento da realização pessoal e profissional.

O Renato Berhoeft tem uma certa razão: as instituições de ensino atuais, com raras exceções, não são estruturadas para criar empreendedores.

O que ele não compreende é que empreendedores não se formam. Eles nascem empreendedores, ou aprendem com a vida a ser empreendedores, mas nunca se formam.

Acontece que em websites como a Administradores.com e outras do ramo, dentro e fora do Brasil, os escritores tendem a ser defensores daquilo que eles gostariam para si mesmos — como é instintivo ao ser humano — com pouca preocupação se isso é benéfico para o mundo ou condiz com a realidade. Por exemplo, presumir que todo mundo é um empreendedor por dentro, e que tudo que eles precisam é educação formal voltada para o empreendedorismo.

Empreendedores não costumam vir da Administração. Seria correto então culparmos o curso pela falta de empreendedores? De jeito nenhum! Vou contar um segredo, perdido sob montanhas de artigos tão ruins quanto esse, sobre empreendedorismo:

Para você ser empreendedor, precisa apenas saber um ofício. A educação necessária é proporcional à exigência do ofício. Se o ofício não exige educação formal, você pode ser um empreendedor, ainda que analfabeto.

Sim, ambos Bill Gates e Mark Zuckerberg saíram de Harvard. Quais eram seus cursos? Gates fez Matemática Aplicada. Zuckerberg fazia Ciências da Computação e Psicologia. Mas um dos mais antigos empreendedores, Walt Disney, largou o Ensino Médio, foi pra França dirigir ambulância e voltou para os EUA para começar seu estúdio de animação, aos 16 anos de idade.

Walt Disney nunca soube se uma solução de bromo em tetracloreto de carbono conduz ou não corrente elétrica: ele estava muito ocupado desenhando. E se ele chegasse a cursar administração, ele provavelmente passaria a aula inteira de Estrutura e Interpretação de Balanços rabiscando no caderno, fazendo príncipes e princesas em cada uma das folhas, só para vê-los se mover.

Eu sei que dói ouvir isso, mas a verdade é que a Administração é totalmente irrelevante para o empreendedorismo. Ela é um coadjuvante, de suma importância para a sobrevivência de um negócio criado por um empreendedor, mas nada além de um coadjuvante. Para que a administração se torne relevante, ela precisa reconhecer que ela existe para fazer malabarismos financeiros e organizacionais que permitam a esses loucos de educação formal limitada tornar reais suas visões empreendedoras.

Por fim, gostaria de deixar um recado para as pessoas que não são empreendedoras: não fiquem envergonhadas. Para cada fundador egocêntrico e sonhador, centenas de pessoas nascem com o talento para escutá-lo e tornar aquilo que ele sonha em realidade. Sua importância nunca poderá ser diminuída por um lunático que os chama de “apenas empregados”.

Microfones para podcasting

Um post de Marco Arment sobre bons microfones para podcasting. Já veterano da mídia, o atual apresentador do Accidental Tech Podcast apontou já em um dos seus episódios que engenheiros de som que tentam dar sugestões de bons microfones acabam se prendendo em detalhes que são pertinentes a problemas causados por sistemas de som analógicos ou em espaços amplos, ou em estúdios bem estruturados, que não são o caso da pessoa que vai fazer podcast dentro de casa. Essa é a sua tentativa de ajudar alguém que quer entrar no ramo.

Sobre o preço das coisas: sim, você deve gastar 500 dólares, além dos impostos, no equipamento. Mas se você criou um podcast hoje e não está pensando em lucrar com ele, deveria se perguntar se não é melhor ficar com o microfone do headset mesmo — a Microsoft vende um bem legal por uns 250 reais.

O modelo que o Accidental Tech Podcast e outros do ramo seguem é de ter episódios de uma hora ou mais, e cada um tem três anunciantes, sendo que cada anunciante paga uns 200 dólares por propaganda. Quatro episódios por mês trazem uma receita de U$ 2.400, talvez mais em podcasts tão populares quanto o dele. Não é o suficiente para largar o emprego, mas adequado para fazer um bom pé de meia.