Quando filmes começam a virar algo diferente

Estava escutando o episódio 245 do podcast The Incomparable, que trata sobre o filme Vingadores: Era de Ultron. Para quem não está familiarizado, a Marvel construiu uma rede de filmes para cada personagem principal, que eventualmente convergem em um grande filme com todos os Vingadores. Sem assistir Capitão América 2: O Soldado Invernal, é impossível compreender a trama de Era de Ultron, o que levou o âncora Jason Snell a perguntar se isso não estava fazendo com que os filmes da Marvel seja mais parecido um programa de TV cujos episódios são longos e passam no cinema. Seu tom era de que isso é algo negativo.

Minha pergunta é: isso importa? Muitas pessoas constroem essas noções de que certas mídias servem para certas coisas, sem jamais questionar se essa limitação é necessária. Se filmes parecem-se mais com seriados, e seriados parecem-se mais com filmes (vide Sherlock, da BBC), por que tratamos os formatos antigos como superiores e dignos de se manter? Em uma era pós-Netflix, qual é o ganho em um episódio restringir-se a restrições criadas pela TV de 23 ou 46 minutos para dar tempo para comerciais que nunca serão exibidos; por que, em uma era pós The Pirate Bay, é importante que um filme seja autosuficiente, quando obter e assistir aos filmes anteriores é um processo tão banal?

Onde mais nos agarramos a antigas restrições por pura nostalgia?

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