Crase para usar em blocos de código com AutoHotkey

Eu trabalho diariamente me comunicando sobre configurações em certas linguagens de programação e de notação de objetos. Para criar uma formatação distinta para esse tipo de informação, a maior parte dos softwares (Slack, Trello etc.) utiliza a crase como delimitador para que o código fique com esta aparência. 

A crase foi escolhida por ficar ao lado do número 1 no teclado (acima do Tab) e não ser utilizada na língua inglesa. No Brasil, contudo, a crase fica ao lado da letra P, precisa ser ativada segurando a tecla Shift ( ⇧ ) e, depois, você ainda precisa pressionar a barra de espaço.

Para resolver esse problema, utilizei o programa AutoHotkey para rodar um script muito simples:

#'::Send, {ASC 96}

Ao rodar esse script, você pode escrever uma crase apertando a combinação Win+'

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Como escolher um candidato?

Regra nº 1: Não confie em um candidato porque ele “parece confiável”.

Existe uma pesquisa feita pelo Dr. Paul Ekman, sobre a crença que as pessoas têm de que elas conseguem detectar se uma pessoa é confiável ou não apenas olhando para a pessoa em questão. Ele descobriu que nós somos completamente enganados pelas aparências.

Um rosto chamado “confiável” é geralmente simétrico; com os olhos com separação normal ou um pouco mais afastados do que o normal; as sobrancelhas são um pouco mais altas do que o normal; entre outras características.

“Eu posso lhe dizer todas as coisas que você quer em uma face para que as pessoas confiem nessa face, quando elas na verdade não deveriam! Porque a maneira como você aparenta fisicamente não permite dizer se essa pessoa é digna de confiança.”

disse Paul Ekman ao social-engineer.org podcast (ep. 32, 12/03/2012, às 1h 54min 20seg do episódio).

Então, se você está julgando o caráter de um candidato pela sua aparência, pela forma de ele se expressar, falar e gesticular… Cara, eu tenho más notícias para você.

Então, ao invés de confiar em uma pessoa simplesmente porque ela “parece confiável”, por que não ver o que ela realmente fez? No caso de um deputado, por exemplo, por que não examinar quais projetos de lei ele já criou ou foi relator? Ou quais foram os seus votos nas comissões? Se ele é novato, por que não ver qual foi o impacto que ele fez na sua comunidade? Em que projetos ele se envolveu antes de tentar se eleger? Geralmente, ninguém concorre a uma eleição, com chances de ganhar, se ele não se envolveu com uma comunidade, que agora está apoiando a sua candidatura; então, descubra que comunidade é essa e visite-a!

Ter os governantes certos é como comprar o apartamento certo, o carro certo, ou encontrar o cônjuge certo: todas essas coisas exigem pesquisa para que a opção certa seja escolhida. E pesquisa de verdade não é feita no sofá, assistindo o Bonner ou o Boechat.

iA Writer para Windows

Fiquei muito feliz quando soube que o iA Writer criou um Kickstarter para vir ao Windows, após anos babando pela oportunidade de testá-lo em uma máquina que não custa quantidades exorbitantes de dinheiro, ou não é tão limitada quanto meu celular.

A versão final pode ser baixada clicando aqui. No momento, o preço dele é U$ 20, com um teste de 14 dias. Esse é o teste que estou usando para escrever este post.

O editor tem bugs no momento. Por exemplo, o comportamento ao colar links em Markdown não está funcionando.

Viram como no vídeo de exemplo a frase “iA Writer Tips and Tricks” é mantida ao adicionar o link? No Windows, isso não está acontecendo. Mas não é nada menos do que o esperado para uma primeira versão.

Nota: Esse bug foi consertado em 20/03/2018

Como eu abordei e-mail em 2017

Minhas ferramentas para lidar com e-mail no ano de 2017 foram:

  • Gmail: para recebimento e resposta.
  • HubSpot CRM: para agendamento de e-mails.
  • Gmelius: para que o campo de assunto, CC e BCC fiquem sempre visíveis na hora da resposta.
  • TextExpander: para modelos de e-mails.
  • Todoist: para gerenciar tarefas oriundas dos e-mails.

Continuo com a convicção de que e-mails são apenas material de referência. Se há uma ação a ser feita, crio uma tarefa no Todoist com um link direto para o Gmail.

Como no início de 2016, uso marcadores para não depender de forma pesada do sistema de busca. Não estou feliz com a maneira que organizei os marcadores.

Os modelos de resposta também estão deficitários. Não venho sendo consciente suficiente sobre o que escrevo de forma repetitiva. Por consequência, não uso o TextExpander tanto quanto poderia.

O Ciclo OODA

Ciclo OODA

O que é o ciclo ooda

É uma representação visual de como interagimos interação com o mundo ao nosso redor e de como tomamos decisões.

Objetivo do ciclo ooda

Enfatizar o que está implícito em uma situação, reduzindo o atrito e o tempo que nós levamos para nos adaptarmos a elaespecialmente quando comparados com nossos opositores.

Quem faz o ciclo ooda mais rápido ganha:

  • Certeza;
  • Tranquilidade;
  • Ordem;
  • Coragem; e
  • Estrutura.

Quem faz o ciclo ooda mais rápido que o seu opositor, pode gerar neles:

  • Incerteza;
  • Confusão;
  • Desordem;
  • Pânico; e
  • Caos.

Isso atinge aqueles que fazem o ciclo mais lentamente das seguintes maneiras:

  • Destruindo a coesão;
  • Paralisando; e
  • Gerando o colapso de organizações.

Fazer o ciclo ooda mais rápido que o opositor permite a um indivíduo ou organização mudar uma situação adversa antes que ela se torne um problema.

Transientes

O Ciclo ooda é composto de quatro transientes: Observar, Orientar, Decidir e Agir.

Orientar

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A Orientação é a nossa capacidade intuitiva de avaliar uma situação. Ela molda a Observação, molda a Decisão, molda a Ação, e em retorno é moldada pelo feedback e outros fenômenos que afetam a nossa Observação.

Se nós decidirmos na Orientação que a situação cumpre os prerrequisitos de instruções e controles implícitos (treinamentos ou procedimentos preestabelecidos), nós podemos partir diretamente para a Ação. Se essas instruções e controles implícitos ditarem que nós devemo voltar à Observação, também podemos fazê-lo.

Em outras palavras: a maior parte das decisões deve ser feita intuitivamente a partir da Orientação, por meio de comunicações implícitas — aquelas que adquirimos através de treinamentos e memorização de procedimentos.

Sempre que nós tivermos de discutir o que fazer — com outros ou nós mesmos — o processo será mais lento.

Elementos que afetam a nossa Orientação são os seguintes:

  • Tradições culturais: Todos nós sofremos influências de tradições culturais dos locais que nós nascemos e frequentamos, e nossa Orientação é afetada por essas influências.
  • Experiências anteriores: Todos nós também passamos por muita coisa na vida. Essas experiências afetam nossa Orientação.
  • Herança genética: Nós temos predisposições genéticas a agirmos de uma forma ou de outra. Isso também afeta nossa Orientação.
  • Nova informação: Novas informações chegam a todo momento a partir de nossa Observação.
  • Análise/síntese: A qualidade do nosso processo de Orientação é baseada em quão bem nós conseguimos analisar um conjunto de informações e o sintetizar em um novo paradigma.

Nota: Todos os elementos acima interagem entre si e se afetam mutuamente. No diagrama, uma série de flechas ilustram essa cadeia de relações.

Um exemplo de Orientação

Se você analisar o conceito de “barco” e juntar com o conceito de “motocicleta”, você sintetizará os dois em um outro conceito: o jetski. Essa capacidade de pegar dois conceitos e transformar em um único é o processo de análise/síntese.

Contudo, se você nasceu e morou sempre em um lugar longe de um lago ou do mar, e também não andou ou não gosta de motos, você vai naturalmente ter uma dificuldade maior de chegar a essa síntese, porque está fora da sua realidade cultural e das suas experiências passadas. 

Observar

Para poder agir, você tem de poder observar o que está acontecendo. A Observação costuma levar frações de segundos, pois esse é um processo que muda a cada momento. As fontes de observação são:

  • informações externas;
  • circunstâncias que estão ocorrendo no momento;
  • interação contínua com o ambiente;
  • comunicações implícitas (treinamentos e procedimentos);
  • feedback da Decisão e Ação.

Quando um dos itens acima não pode ser obtido/acessado, ou a nossa atenção fica dividida, a velocidade pela qual um indivíduo passa pelo ciclo ooda é reduzida, e a qualidade das Decisões e Ações é afetada negativamente.

Uma vez que a Observação seja finalizada, a informação segue direto para a Orientação.

Decidir

Com base nas informações da Orientação, é possível tomar uma Decisão. A Decisão pode fluir para dois lados: Ação imediata, ou voltar à Observação caso não haja informação suficiente para uma Decisão.

Como foi dito, comunicações implícitas (treinamentos e procedimentos) eliminam a necessidade de uma Decisão.

Agir

Seja através da Orientação ou da Decisão, eventualmente nós faremos alguma Ação. Essa ação gera um feedback de seus resultados para a Observação, além de ser uma interação contínua com o ambiente — o que também influencia a Observação.

Áreas de responsabilidade são processos

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A Arte de Fazer Acontecer, por David Allen

O sistema Getting Things Done, criado por David Allen, prevê uma abordagem “de baixo para cima” de avaliar a sua vida: você primeiro avalia as tarefas mundanas que estão na sua cabeça, para depois, com o tempo, chegar a conclusões sobre quais são seus objetivos na vida. Ele chama esse conceito de horizontes de foco, usando analogias com altitudes de voo de um avião

  • 50.000 pés: Seu propósito na vida
  • 40.000 pés: Sua visão para os próximos 6+ anos
  • 30.000 pés: Seus objetivos para os próximos 1 a 5 anos
  • 20.000 pés: Suas áreas de responsabilidade, como trabalhador, pai, estudante etc.
  • 10.000 pés: Seus projetos, que são qualquer tarefa que leva mais de uma ação física para ser finalizada.
  • Pista de pouso: Suas ações do dia.

O problema para a minha compreensão sempre foi a área de 20.000 pés: por que todo o resto do GTD tem início, meio e fim, mas áreas de responsabilidade nunca acabam?

Finalmente percebi que áreas de responsabilidade são processos. Processos, por definição, nunca acabam, e por isso que é tão difícil compreendê-los em uma metodologia voltada a marcar tarefas como finalizadas.

Um exemplo é a sua saúde.

Você tem uma área de resposabilidade chamada “cuidar da minha saúde”. Contudo, ela gera de tempos em tempos um projeto chamado “realizar exames periódicos”, com tarefas como “ligar para o laboratório para marcar meu exame de sangue”.