A famigerada “informática”
Eu quero acabar com uma vez de todas com uma bobagem alojada na cabeça de muita gente (leia-se, muita gente mais velha do que eu, salvo raras exceções). Volta e meia eu escuto uma verdadeira bobagem: como eu não gosto de acordar cedo e gosto de trabalhar em computadores, eu deveria trabalhar com “informática”.
Primeira coisa, eu realmente prefiro trabalhar à noite e na madrugada. Por que será? Talvez porque, assim como todo mundo, eu odeio interrupções? Talvez porque eu me sinto confortável o suficiente fazendo um trabalho a ponto de não precisar interagir com outra pessoa? Eu duvido que este seja um ponto de vista tão incomum assim.
Segunda coisa, se eu gerenciasse os meus contatos em uma agenda telefônica de papel, você não diria que eu trabalho com informática. De repente o fato de eu saber usar o Outlook muda sua visão, de repente o simples ato de digitar ao invés de escrever à caneta me torna um “cara da informática”, ao invés de um secretário, um assistente, um administrador?
O mesmo ocorre com fazer websites. Todo mundo acha que isso é “informática”. Mas vejamos isto de uma outra perspectiva: que tipo de profissional cria uma imagem para sua empresa e traça a estratégia pela qual a sua empresa interagirá com o seu cliente? Da última vez que eu chequei, isso me soa como trabalho do departamento de marketing!
O computador é o canivete-suíço mental. Como sua contraparte física, ele não passa de uma ferramenta. Dizer que alguém que utiliza o computador um pouco melhor que a média da população “trabalha em informática”, é o mesmo que dizer que o cara que utiliza o canivete-suíço ao seu máximo é um ferreiro!
Sir Ken Robinson: As escolas matam a criatividade?
A melhor de todas as palestras que já vi nos TED Talks. Acho importante que qualquer administrador do século XXI a assista, porque é de se questionar se as notas e o desempenho acadêmico realmente são tão importantes hoje em dia.
Obrigado ao grupo da YouTube TEDTalks em Português pela legenda!