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Como escrever um e-mail de comunicação interna

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Caros senhores,

Nunca comecem um e-mail de comunicação interna desse jeito. Você não está escrevendo uma carta em 1950. Um e-mail de comunicação interna deveria ser tão breve quanto uma mensagem que você digitaria no WhatsApp, com pressa, no trânsito, com uma mão no volante. Então, esqueça as formalidades e vá direto ao assunto.

Se você não está com tanta pressa ao ponto de precisar enviar um e-mail sem nem corrigir o português, caminhe até a mesa do seu colega ou ligue pra ele. Se ele está livre o suficiente para ler um e-mail, ele está livre o suficiente para atender a sua ligação.


Existem dois tipos de e-mails de comunicação interna em uma corporação: os longos, e os curtos. Se você escreveu um médio, provavelmente poderia ter usado menos palavras. No pior caso, você escreveu muito pouco e deixou de fora coisas importantes.

Exemplo de excelente comunicação por e-mail:

Rodrigo, faça uma contagem de quantos usuários pagantes nós temos nos nossos serviços e prepare os números para os discutirmos na nossa próxima ligação.


E no fim da mensagem, desligue a assinatura automática. Dentro de uma empresa, basta o seu nome no campo “Remetente” para o interlocutor saber quem você é.

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Como ser um crápula corportativo: Parte 1

John Gruber escreveu um artigo sobre um grupo chamado Merchant Customer Exchange que está desabilitando pagamento via NFC, impedindo que clientes utilizem o novo sistema ApplePay, porque eles querem criar o seu próprio sistema, o CurrentC, que deve ser pré-pago em suas lojas e permite que eles coletem dados pessoais sobre os seus usuários.

É o tipo de coisa que faz meu estômago revirar.

Vídeo

Project Binky

Três das coisas que eu mais gosto na vida são humor inglês, carros e projetos complexos. Através da indicação de um amigo, eu encontrei uma série de vídeos que junta as três coisas.

O Project Binky surgiu da ideia de dois amigos que queriam colocar o motor e a suspensão completa de um Toyota Celica GT-Four em um Mini 1000, ano 1980. Francamente, acho que eles só compraram o Mini para ter um número de chassi, pois o estado calamitoso da lataria os forçou a cortá-la fora quase completamente.

Os vídeos mostram a construção passo a passo, sendo uma bela lição para qualquer um que deseja construir seu próprio carro de competição. O cuidado com a rigidez estrutural do chassi é o que me chamou mais atenção.

Sem laptop, você aprende mais

laptop-vs-longhand-research

Não é novidade para quem já estudou coisas como mindmaps, mas uma pesquisa realizada por Pam Muller (da Universidade de Princeton) e Daniel Oppenheimer (da UCLA) demonstrou que alunos que fazem anotações à mão tiram notas muito maiores em perguntas conceituais do que alunos que fazem anotações em laptops. A imagem do topo deste post demonstra a diferença, em números.

Assim como muitos, eu digito mais rápido do que escrevo à mão, portanto me sinto extremamente ineficiente quando faço anotações em cadernos. Contudo, eu percebo que, ao levar mais tempo para escrever, também penso muito mais no que estou escrevendo, tornando meus textos mais concisos. O grande problema de escrever rápido, segundo a pesquisa, é que usuários de laptop costumam escrever aquilo que escutaram verbatim (ou seja, palavra por palavra), enquanto os alunos que escreviam à mão não tinham esse luxo. Ao não poder escrever, palavra por palavra, o que foi dito a eles, estes alunos foram forçados a pensar sobre o que estavam escutando.

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Como um poema

If writing a Mac app is like writing a novel, and writing an iOS app is like writing a short story, then writing an API server is like writing a poem. It has to be compact, and every line has to have a reason to be there and has to do its job perfectly. In an iOS app you can slightly screw up an animation somewhere and just fix it later. On the server nothing can be slightly screwed up.

Brent Simmons